A República dos Celulares Perdidos (Ou Roubados)
O fato é que a insegurança virou rotina, e os cidadãos, reféns de um jogo de narrativas

O tempo passa, o tempo voa, e o discurso… esse muda mais rápido que atualização de aplicativo. Até outro dia, nos garantiam que celulares eram roubados apenas para um “cervejinha inocente”. Agora, com a criminalidade batendo recordes, a narrativa sofre uma reviravolta digna de série policial. O que antes era minimizado, agora virou preocupação de primeira página.
Senhor presidente, sejamos diretos: não existe República do Crime aceitável. Não há licença poética para assaltar os direitos individuais. Se um cidadão não pode segurar o próprio celular sem medo de ser "tributado" por um trombadinha, algo está muito errado.
Mas eis a questão: essa súbita mudança de tom teria algo a ver com as pesquisas de popularidade que, digamos, não andam tão populares assim? Quando os números caem, o discurso sobe. Coincidência ou estratégia? Eis um mistério digno de Sherlock Holmes – ou talvez de Maquiavel.
Fico me perguntando se sou eu que estou ficando confuso ou se o mundo realmente resolveu trocar de pele de uma hora para outra. Seria Heráclito capaz de explicar tantas reviravoltas? A julgar pelo ritmo dessas mudanças, talvez nem ele desse conta.
O fato é que a insegurança virou rotina, e os cidadãos, reféns de um jogo de narrativas. No fim, resta torcer para que, um dia, a coerência volte a ser moda. Até lá, melhor segurar o celular com as duas mãos e, de preferência, perto de uma viatura.
Pense nisso!
A vida nos exige coragem. Por Hamillton Vale
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