Colunista Dias Filho

O Brasil que vai às ruas, ecoando um grito de indignação e liberdade.

Texto destaca mobilização popular no Brasil, com ato previsto em Fortaleza, na Praça Portugal, defendendo respeito, justiça e liberdade.

Publicado em 25/02/2026 07:59
Por Redação Escotilha
Em Opinião
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O Brasil vive um daqueles momentos em que o silêncio já não é possível. Quando a população sente que suas angústias não encontram eco nas instituições, a resposta natural de uma sociedade livre é ocupar as ruas — pacificamente, legitimamente e com coragem.

O dia 1º de março surge, portanto, não apenas como uma manifestação, mas como um símbolo. Símbolo de uma nação que deseja ser ouvida. Símbolo de cidadãos que recusam a indiferença diante de decisões que impactam diretamente sua liberdade, sua segurança jurídica e seu futuro.

Não se trata de um movimento isolado ou de uma pauta única. O que se vê é uma convergência de insatisfações: críticas à condução política do país, indignação diante de escândalos de corrupção que insistem em assombrar o brasileiro e questionamentos sobre os rumos institucionais da República. Em essência, é o clamor por equilíbrio, responsabilidade pública e respeito à Constituição.

No Ceará, essa voz também se levanta. Em Fortaleza, cidadãos estarão reunidos na Praça Portugal, reafirmando que o Nordeste não está alheio ao debate nacional. Ao contrário: participa dele com consciência cívica, senso democrático e desejo de mudança.

A juventude tem papel central nesse momento. Não como massa de manobra, mas como geração que compreende que liberdade não é herança automática — é conquista permanente. Cada geração precisa defendê-la novamente, com responsabilidade e vigilância.

Ir às ruas não é romper com a democracia. É exercê-la em sua forma mais viva. Democracias sólidas não temem manifestações; elas se fortalecem quando o povo participa, cobra e se posiciona.

O que veremos no dia 1º de março é mais do que um ato político. Será a reafirmação de um princípio fundamental: o poder continua pertencendo ao povo. E quando esse povo decide se manifestar dentro da ordem e da lei, ele não ameaça as instituições — ele as lembra de sua verdadeira razão de existir.

O Brasil que vai às ruas não pede ruptura.

Pede respeito.

Pede justiça.

Pede liberdade.

E a voz que ecoará das praças — inclusive da Praça Portugal — é a voz de uma nação que se recusa a desistir de si mesma.

Coluna: Voz Jovem do Ceará

Por Dias Filho