Nem tudo é ‘Não’: A postura diferente de Joaquim Gabriel
Parlamentar diz que vai “aplaudir o que precisa ser aplaudido e cobrar o que precisa ser cobrado”
Nesta semana, o jovem vereador Joaquim Gabriel, integrante da base de oposição, protagonizou um momento que deu o que falar nos bastidores políticos de Várzea Alegre. Questionado sobre sua avaliação do governo do prefeito Flavinho em um Podcast local, respondeu de forma direta e sem rodeios: “Aplaudo o que precisa ser aplaudido e cobro o que precisa ser cobrado.”
A frase, aparentemente simples, carrega um significado importante dentro do cenário político local. Ao adotar uma postura de reconhecimento dos acertos e cobrança nos pontos que considera falhos, Joaquim Gabriel se distancia do comportamento de alguns parlamentares, que muitas vezes evitam reconhecer publicamente ações positivas da gestão.
Sua fala revela mais que uma opinião momentânea — aponta para um estilo de atuação que busca equilíbrio e independência. Em um cenário onde a política frequentemente é marcada pela polarização e pelo “quanto pior, melhor”, o posicionamento de Joaquim Gabriel sinaliza que é possível ser oposição e, ao mesmo tempo, agir com imparcialidade, apoiando o que é bom para a cidade sem abrir mão do papel fiscalizador.
O gesto, que chamou a atenção da população e dos colegas de Câmara, mostra que ainda há espaço para um debate político mais maduro, pautado pelo interesse coletivo e não apenas por disputas partidárias e ou pessoais. No mínimo, o episódio serviu para lembrar que, mesmo em tempos de discursos prontos, é possível inovar na forma de fazer política: com independência, coerência e respeito à inteligência do eleitor.
E, cá entre nós, talvez o recado de Joaquim Gabriel tenha ido além das palavras. Ao mostrar que não se intimida em reconhecer acertos nem em apontar erros, ele expôs, de forma elegante, que a verdadeira lealdade é com a cidade — e não apenas com o lado em que se está no plenário.
Por Capitão Horizonte