O silêncio que fala alto
Será que o medo de perder espaço fala mais alto do que o desejo de ver Várzea Alegre e o Cariri ganharem voz na Assembleia Legislativa?
Nos últimos meses, tenho caminhado por diversas cidades do Ceará — Fortaleza, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Iguatu, Crato, Caucaia — e confesso que tenho me surpreendido com o acolhimento e os apoios que venho recebendo. Pessoas que acreditam em um projeto novo, independente, limpo, construído com diálogo e com a verdade. Gente simples, trabalhadora, que não se vende por favores, mas se junta a uma causa porque acredita que é possível fazer política de outro jeito.
Por outro lado, também tenho observado algo curioso: o silêncio de alguns que, até pouco tempo, me aplaudiam. Alguns dqueles que me elogiavam em público, que me chamavam de referência, que me apontavam como um dos principais responsáveis pelo resultado expressivo da oposição nas últimas eleições em Várzea Alegre — quando, pela primeira vez em muito tempo, quase conseguimos virar o jogo.
De repente, o cenário mudou. Anunciei minha pré-candidatura a deputado estadual, e o que era apoio virou distância. O que era reconhecimento virou desconforto. O que antes era respeito, hoje se transformou em silêncio. Coincidência? Não creio.
Será que a política ainda é movida por projetos coletivos — ou apenas por interesses pessoais?
Será que o medo de perder espaço fala mais alto do que o desejo de ver Várzea Alegre e o Cariri ganharem voz na Assembleia Legislativa?
E por que, afinal, tanto incômodo quando alguém decide caminhar com as próprias pernas, sem se curvar a velhos arranjos políticos?
Várzea Alegre está há mais de 30 anos sem ter um deputado. Três décadas de ausência de representação efetiva, de promessas que não se cumpriram, de lideranças que se acomodaram. E, mesmo assim, quando alguém surge com coragem para tentar mudar essa história, há quem prefira sabotar em silêncio — como se o desenvolvimento de nossa terra fosse uma ameaça aos seus próprios interesses.
Mas não me deixo abalar. Pelo contrário: cada tentativa de isolamento me fortalece. Porque sei que o verdadeiro apoio não vem de quem bate palmas por conveniência, mas de quem acredita por convicção. E esse apoio tem vindo, firme e crescente, de gente que vê em mim não um político de ocasião, mas um cidadão que luta por princípios, coerência e resultados.
A política precisa voltar a ter propósito. Precisa deixar de ser um balcão de negócios e voltar a ser instrumento de transformação. E é por isso que sigo em frente, de cabeça erguida, com a certeza de que quem caminha com o povo nunca estará só.
Fica aqui a minha reflexão: quem realmente quer o bem de Várzea Alegre — e quem apenas quer continuar loteando ela?
O tempo vai responder.
Por Capitão Horizonte
Coluna Política na Lata – Portal EscotilhaNews