Política na Lata | Última Coluna de 2025
Política na Lata - Última Coluna de 2025
Encerramos 2025 fechando um ciclo que reafirma a essência desta coluna: dizer o que precisa ser dito, doa a quem doer. Política na Lata não nasceu para agradar, nasceu para observar, analisar e opinar com base nos fatos. Ao longo deste ano, a coluna se manteve fiel a esse compromisso, tratando da política nacional, estadual e, sobretudo, da política municipal de Várzea Alegre — aqui chamada, sem rodeios, de política de vaso elétrico: aquela que funciona quando convém, apaga quando é cobrada e vive ligada em interesses específicos.
Em 2025, os temas nacionais e estaduais passaram por esta coluna com o devido senso crítico. Foram analisadas decisões de Brasília, os movimentos do poder no Ceará e as articulações que, muitas vezes, chegam aos municípios como ordens prontas, sem diálogo e sem compromisso real com a população. Em cada texto, o esforço foi o mesmo: separar discurso de prática e promessa de resultado.
Mas foi na política local que Política na Lata cumpriu seu papel mais sensível — e, por isso mesmo, mais incômodo. Várzea Alegre foi tratada sem maquiagem, sem filtros e sem alinhamentos automáticos. Houve momentos em que o conteúdo agradou; em outros, incomodou profundamente. Isso é natural quando se escolhe a verdade como linha editorial. A política municipal precisa ser observada com lupa, porque é nela que o cidadão sente, no dia a dia, o peso das decisões — ou da falta delas.
Esta coluna não se propôs a ser oposição sistemática nem situação conveniente. A proposta sempre foi ser coerente. Criticar quando necessário, reconhecer quando justo e questionar quando o silêncio parece confortável demais. Em tempos de narrativas fáceis e aplausos comprados, manter uma opinião clara, assumida e fundamentada é, por si só, um ato político.
Encerrar o ano reafirmando esse posicionamento é mais do que um balanço; é um aviso. Em 2026, a política continuará sendo observada, cobrada e analisada com o mesmo rigor. A verdade seguirá sendo prioridade, mesmo quando ela não agrada. Porque, no fim das contas, a função do jornalismo opinativo não é confortar o poder, mas provocar reflexão na sociedade.
Política na Lata termina 2025 do mesmo jeito que começou: com independência, senso crítico e compromisso com o leitor. O resto é ruído.
Por: Capitão Horizonte