Colunista Capitão Horizonte

Eleições 2026: hora de abrir os olhos

Eleições de 2026 exigem voto consciente, rompimento com práticas antigas e escolha de representantes verdadeiramente comprometidos com o social e com o interesse público

Publicado em 15/01/2026 14:32
Por Redação Escotilha
Em Opinião
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O Brasil se prepara para um novo ciclo eleitoral em 2026. Em disputa estarão cargos decisivos para a condução do país: presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais. A cada quatro anos, o eleitor é chamado a refletir sobre o futuro, mas o que se coloca agora vai além da escolha entre nomes e siglas — trata-se de uma definição sobre que tipo de sociedade queremos consolidar.


A democracia estabelece que o voto é o instrumento mais valioso nas mãos do cidadão. No entanto, o processo político continua sendo marcado por práticas antigas que insistem em sobreviver: o uso de poder econômico para compra de votos e o recrutamento de lideranças locais. A repetição desse modelo produz um efeito previsível: mandatos distantes do povo, prioridades distorcidas e políticas públicas desconectadas da realidade social.


É justamente por isso que as eleições de 2026 se apresentam como um ponto de inflexão. Escolher bem não é apenas selecionar um candidato com discurso convincente, mas avaliar o histórico, a coerência, as pautas e, sobretudo, o compromisso real assumido ao longo da vida pública. A política é um espaço para servir — e não para se servir. Em tempos de desigualdade, crise econômica e fragilidade institucional, torna-se urgente buscar representantes capazes de defender o interesse coletivo, fortalecer os serviços essenciais e construir políticas voltadas para o social, para a educação, para a saúde e para o desenvolvimento sustentável do país.


O eleitor comum, muitas vezes desacreditado ou cansado, precisa entender que a mudança não virá de cima para baixo. Ela começa no voto consciente, no rompimento gradual com práticas que favorecem poucos e prejudicam muitos. É necessário olhar além do marketing, além do favor pessoal, além da promessa fácil. É necessário observar quem esteve ao lado da população quando não havia holofotes, quem atuou com responsabilidade quando a situação exigiu firmeza e quem manteve postura ética quando tentado pelos atalhos da política.


Há um ciclo que precisa se fechar e outro que precisa se abrir. A renovação não está apenas no novato, mas naquele que carrega compromisso, coerência e trabalho. O eleitor brasileiro já demonstrou, em diferentes momentos da história, que sabe dizer basta. Que 2026 seja mais um desses momentos. Que seja o ano em que se afirma a consciência de que voto não tem preço — tem consequência.


No fim, tudo recai sobre um gesto simples, silencioso e poderoso: a escolha diante da urna. E esse gesto, feito de forma responsável e refletida, pode empurrar o país para um horizonte mais justo, mais humano e verdadeiramente representativo.

Por: Capitão Horizonte