Colunista Dias Filho

Ceará vive escalada da violência e segue entre os estados que mais matam jovens no Brasil

Mesmo com quedas pontuais nos índices, o Ceará segue entre os estados que mais matam jovens, revelando falhas graves na segurança e nas políticas públicas.

Publicado em 23/01/2026 15:45
Por Redação Escotilha
Em Opinião
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O Ceará continua vivendo uma realidade dura: a violência segue fazendo vítimas todos os dias, e os jovens estão entre os que mais morrem. Mesmo com anúncios de queda nos números gerais de homicídios, os dados mostram que o estado ainda está entre os que mais matam jovens no Brasil. Isso não pode ser tratado como algo normal. 

Dados nacionais revelam que o Ceará tem uma das maiores taxas de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos. Na prática, isso significa que ser jovem no estado, principalmente nas periferias e no interior, é viver com medo. São vidas interrompidas cedo demais, famílias destruídas e comunidades inteiras marcadas pela insegurança. 

O governo tem comemorado reduções percentuais nos índices de violência. Mas é preciso ter clareza: menos crimes não significa problema resolvido. Em 2025, mais de três mil pessoas foram assassinadas no Ceará, e uma parte significativa dessas vítimas eram jovens, na maioria homens, mortos com armas de fogo. Esse padrão se repete ano após ano. 

Grande parte dessa violência está ligada ao avanço das facções criminosas. Em muitos bairros, o Estado perdeu espaço e quem manda é o crime. Falta presença policial constante, falta inteligência e falta uma resposta firme. Enquanto isso, jovens seguem sendo atraídos para o crime por falta de oportunidades e de perspectivas reais. 

Outro problema sério é a ausência de políticas públicas voltadas de verdade para a juventude. Não basta falar de programas sociais de forma genérica. É preciso investir em educação de qualidade, trabalho, formação e disciplina. Sem isso, o jovem fica vulnerável e acaba sendo empurrado para caminhos errados. 

Quem defende ordem e responsabilidade precisa dizer com clareza: não existe política social sem segurança pública. Não há proteção à juventude onde o Estado não exerce autoridade. Combater a violência exige decisões firmes, apoio às forças de segurança e enfrentamento direto ao crime organizado. 

O Ceará vive um momento perigoso. Mesmo com quedas pontuais nos números, seguimos perdendo jovens todos os dias.

Por Dias Filho