Idoso acusado de matar subtenente da PM é solto após audiência de custódia em Juazeiro do Norte
Raimundo Esmerindo Coelho, acusado de matar o subtenente Francisco Acácio Pereira, foi colocado em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica após audiência de custódia.
O idoso Raimundo Esmerindo Coelho, de 68 anos, acusado de matar o subtenente da Polícia Militar Francisco Acácio Pereira, de 52 anos, em Juazeiro do Norte, foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia neste sábado (10). A decisão prevê o uso de tornozeleira eletrônica, conforme informações divulgadas pelo portal Miséria.
O crime aconteceu na tarde da sexta-feira (9), na Rua Senhor do Bonfim, nas proximidades da Feirinha da Troca, no bairro João Cabral. Segundo as informações divulgadas, o policial estava em um bar quando teria se envolvido em uma discussão com o idoso, que também consumia bebidas alcoólicas.
Ainda conforme o relato, após o desentendimento, o subtenente teria deixado o estabelecimento e, posteriormente, retornado ao local. Ao avistar Raimundo, o militar teria ido em sua direção portando um pedaço de ferro. Nesse momento, o idoso reagiu e desferiu um golpe de faca que atingiu o coração do policial.
Francisco Acácio chegou a ser socorrido por populares e levado ao Hospital Regional do Cariri (HRC), mas não resistiu aos ferimentos. Policiais militares que estavam na região localizaram o suspeito e efetuaram a prisão em flagrante. A faca utilizada no crime foi encontrada enrolada em um pano.
De acordo com a publicação, Raimundo Esmerindo Coelho, conhecido como “Moreilândia”, já respondia a procedimentos relacionados a ameaças contra duas mulheres e a crimes de trânsito. O histórico citado também inclui ocorrências de direção sob efeito de álcool.
O subtenente Francisco Acácio Pereira ingressou na Polícia Militar em junho de 1998 e foi promovido à patente de subtenente em dezembro de 2024. Ao longo da carreira, trabalhou em municípios da região do Cariri e em Várzea Alegre, entre outras cidades cearenses.
A liberação do suspeito ocorreu após a audiência de custódia, diante da avaliação inicial de possível legítima defesa, conforme noticiado. A decisão não representa uma declaração definitiva de inocência, e as circunstâncias do caso deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
O caso segue repercutindo na região do Cariri, especialmente pela morte do policial militar e pelas circunstâncias que antecederam o confronto.
Foto: Divulgação
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