Provedores de internet têm lojas vandalizadas e recebem ameaças em Alcântaras

Dois provedores de internet foram alvo de vandalismo e ameaças em Alcântaras, em meio a denúncias de cobranças ilegais contra empresários do setor.

Publicado em 16/10/2026 23:13
Por Redação Escotilha
Em Segurança
Provedores de internet têm lojas vandalizadas e recebem ameaças em Alcântaras
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Dois estabelecimentos de provedores de internet foram alvo de vandalismo e ameaças na cidade de Alcântaras, no Ceará, na madrugada desta sexta-feira (16). As fachadas dos imóveis foram pichadas com mensagens intimidatórias, e parte da ação foi registrada por câmeras de segurança.

As imagens mostram dois homens pichando um dos estabelecimentos e danificando o portão com chutes. Nas mensagens deixadas no local, os suspeitos teriam exigido que o provedor deixasse a região em até 24 horas, sob ameaça de incendiar o imóvel.

Uma das frases pichadas no estabelecimento dizia: “Vocês têm 24h para sair ou vamos queimar tudo”. 

Empresários denunciam cobrança de taxas

Segundo relatos de empresários do setor de internet, criminosos estariam ameaçando empresas e exigindo pagamentos mensais de até R$ 4 mil para permitir que os provedores continuem funcionando no município.

As vítimas suspeitam que os ataques estejam relacionados à recusa de alguns proprietários em pagar os valores exigidos. Além das cobranças, os empresários relatam que criminosos estariam tentando impedir a atuação de determinados provedores na cidade.

As pichações também continham siglas associadas à facção criminosa Comando Vermelho, que atua na região. A presença dessas referências, entretanto, não confirma, por si só, a autoria dos ataques.

Polícia Civil investiga o caso

Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a segurança na região foi reforçada, e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

A pasta informou ainda que ações integradas das forças de segurança contra suspeitos de praticar danos a empresas provedoras de internet resultaram em 100 capturas desde julho de 2025, por meio de mandados judiciais e prisões em flagrante.

O caso em Alcântaras chama a atenção para a gravidade das denúncias envolvendo ameaças, danos ao patrimônio e possíveis cobranças ilegais contra comerciantes e prestadores de serviços.

Até o momento, não há confirmação oficial de que os ataques registrados em Alcântaras estejam diretamente relacionados à cobrança de taxas criminosas.

Foto: Divulgação

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